Opinião: Com Cloud Computing, tudo volta a mudar
Nos meus 24 anos de experiência profissional, tenho assistido a algumas mudanças de paradigma na indústria das tecnologias da informação. Vivi intensamente a passagem do Mainframe para o modelo cliente-servidor. Com esta mudança de paradigma apareceram inúmeras novas oportunidades pois as TI passaram a ser mais fáceis e baratas e por isso acessíveis para um maior número de entidades.

Agora que as tecnologias de virtualização e as comunicações amadureceram, foi possível passar para a próxima etapa: A Cloud Computing.
Não creio que seja apenas uma moda passageira que em breve irá desaparecer sem deixar marcas. Não, Cloud Computing veio para ficar e não apenas porque grandes companhias estão a investir fortemente, como é o caso da Microsoft (minha entidade empregadora) que recentemente anunciou que irá investir 90% do orçamento de investigação para melhorar as tecnologias de Cloud Computing. É fascinante ver internamente o empenho que existe na companhia nesta área. Acredito que a Cloud Computing veio para ficar pois atingiu nos tempos correntes uma maturidade que permita ajudar as pessoas e organizações a explorar melhor o potencial das tecnologias da informação.
No tempo dos Mainframes, apenas um reduzido número de entidades tinha possibilidades de tirar partido das TI. Com a vulgarização das redes distribuídas baseadas no modelo cliente-servidor houve uma massificação das TI, pois qualquer entidade, apenas com um investimento inicial reduzido, já poderia ter os seus sistemas.
Com a Cloud Computing tudo volta a mudar pois agora, nem é necessário esse investimento inicial! Por exemplo, o Office 365 da Microsoft é um serviço de produtividade baseado na Cloud dirigido a empresas de qualquer dimensão. Para uma empresa ter acesso a ferramentas de colaboração essenciais nos dias de hoje como é o caso do correio electrónico, comunicações e partilha de informação, não mais é importante ser detentora de um servidor nas suas instalações.
Com a Cloud Computing tudo volta a mudar para melhor, pois permite o consumo das tecnologias da informação como se de uma utility se tratasse. Quando usamos a electricidade em casa, começamos a pagar assim que ligamos a luz e deixamos de pagar quando a desligamos.
"Pagar o que se utiliza" vai permitir um aumento de novas oportunidades na industria das TI, pois vamos ter muito mais consumidores assim como uma maior oferta que irá mapear as necessidades presentes e futuras.
Uma das vantagens da Cloud Computing está relacionada com o facto de esta tecnologia tornar o mundo mais próximo. Quando falo com estudantes alerto para o facto de quando desenvolverem software, que pensem em grande, que vejam o mercado não mais como a nossa cidade, distrito ou País - o mercado é o mundo inteiro, a limitação é apenas a imaginação! Que utilizem uma plataforma desenhada para tirar o melhor partido da Cloud como é o caso do Windows Azure, que os ajuda a escalar e pensar em grande e onde poderão utilizar os seus conhecimentos em .Net, PHP, Ruby, Java para desenvolver essas novas oportunidades.
O que me deixa verdadeiramente fascinado é saber que o melhor ainda e está para vir pois as mudanças proporcionadas pela Cloud Computing são a base para a próxima mudança de paradigma que irá libertar uma pouco mais a magia dosoftware e ajudar-nos a continuar a fazer parte do futuro. Onde tudo, de novo, irá mudar.
Sobre o autor
Fiel representante da geração ZX Spectrum, Sérgio Martinho fez das tecnologias o ofício quando alcançou a maioridade. Aos 42 anos, diz-se um apaixonado pelas tecnologias, e aprecia especialmente a capacidade do software para facilitar a vida às pessoas. Não abdica do sentido crítico e mostra-se impaciente quando não percebe o porquê das coisas. Há seis anos que trabalha na Microsoft - os dois últimos na área de segurança e estratégia de plataformas.
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O mercado dos browsers está ao rubro. A Google com o seu Chrome mantêm o seu ritmo frenético de desenvolvimento e todas as semanas existem novas versões para testes. A Microsoft, depois de lançado o IE9 não parou de trabalhar no seu browser e apresentou esta semana a primeira preview do que será o IE10. Como não podia deixar de ser, a Mozilla resolveu continuar o seu trabalho e tem já disponível a primeira versão do que vai ser o Firefox 5.
Esta nova versão, que ainda está nos primeiros passos de apresentação, saiu agora na versão Aurora e é a base de trabalho para os engenheiros da Mozilla e é a versão de testes para todos os que a quiserem experimentar.
A disponibilização desta nova versão vem marcar uma alteração profunda nos ciclos de desenvolvimento que o Firefox vai ter. Passa a existir esta versão, que se coloca entre as NightlyBuilds e as versões Beta.
Numa analogia directa com um dos concorrentes directos, e que pratica uma política similar, o Firefox passa a ter disponíveis as versões Aurora, Beta e Final, que correspondem às versões Dev, Beta e Stable do Chrome. Na mesma medida, as versões Nightly correspondem às versões do Chromium.
Esta mudança vai permitir que sejam disponibilizadas versões muito mais cruas e com propensão para erros e problemas, mas os utilizadores aos escolhe-las sabem que estão sujeitos a essas situações. Outro facto que esta versão Aurora permite é o acesso mais simples dos muitos utilizadores e assim os testes são mais abertos ao público e os resultados dos mesmos são em maior número. Ficam versões testadas com um maior número de utilizadores e com maior exaustão.
Do que se pode avaliar desta versão, as alterações, a existirem são mínimas e imperceptíveis. Nota-se sim a alteração do logótipo para o novo, da versão Aurora. Na verdade, o mais provável é que esta seja apenas uma versão 4, mas com correcções mínimas. Segundo informação da Mozilla, esta versão apenas tem como novidade o aumento da performance, segurança e estabilidade.
Outro ponto forte que a Mozilla tem nestas novas versões é a simplicidade com que podemos alternar entre as versões. Basta acedermos ao About do Firefox e aí podemos alternar entre as versões disponíveis.
Esta mudança de linha e ciclos de desenvolvimento por parte da Mozilla segue o que está já a ser feito pela concorrência. Esperem por isso por novas versões com uma grande frequência.

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