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Supercomputador de 10 mil núcleos em Linux construído na nuvem

 

Empresa de biotecnologia aceita o desafio e desenvolve processo que, em vez de levar meses, terminou em pouco mais de oito horas.
Recentemente, o especialista em computação da Cycle Computing, Jason Stowe, colocou um desafio aos seus engenheirosos: quem consegue criar um “cluster” de 10 mil núcleos na nuvem?
A empresa de Stowe já tinha montado alguns “clusters” com milhares de núcleos no ambiente cloud da Amazon, o Elastic Compute Cloud. Agora, Stowe queria ir mais longe e oferecer uma estrutura de 10 mil núcleos no formato HPC – tecnologia que gera uma rotina programada para executar aplicações optimizadas para o modelo de computação de alto desempenho.
“Não encontrámos nada parecido nesta escala”, diz Stowe. Se fosse analisado em termos de velocidade de processamento, a sua estrutura teria chegado à lista Top 500 dos supercomputadores mais rápidos da actualidade.
O primeiro passo consistiu em identificar clientes que pudessem beneficiar desta solução. Não faz sentido criar uma solução deste tamanho se não for para tarefas concretas.
O cliente que aceitou incorporar a solução foi a empresa de biotecnologia Genentech, de São Francisco (EUA), onde o investigador Jacob Corn necessitava de descobrir como as proteínas se ligam entre si, investigação que poderá vir a ser aplicada em tratamentos médicos.
Comparado com o cluster de 10 mil núcleos, actualmente a empresa dispõe de uma solução equivalente a um décimo disso, diz Corn.
A Cycle Computing e a cliente Genentech montaram o supercluster a 1 de Março, pouco depois da meia-noite, por sugestão da Amazon. Normalmente, a Amazon oferece máquinas virtuais servidas por computadores muito potentes mas a Genentech e a Cycle optaram por uma configuração normalizada CentOS, um cluster Linux que pode gerar algumas poupanças, segundo Stowe. O CentOS é uma versão do Linux baseada no Linux da Red Hat.
Os 10 mil núcleos eram compostos por 1.250 instâncias com oito núcleos cada, bem como 8,75 TB de memória RAM e espaço em disco de 2 PB. Activando milhares de núcleos de cada vez, demorou 45 minutos a ter pronto o cluster. Não houve problemas. “Quando requeremos o núcleo 10 mil, tivémo-lo”, afirma Stowe.
Oito horas
O cluster funcionou durante oito horas seguidas, a um custo de 8.500 dólares, incluindo os pagamentos da Amazon e da Cycle Computing.
Para a Genentech, esta foi uma solução mais barata e fácil, em comparação com a aquisição de 10 mil núcleos para o seu data center interno, para os ter parados na maior parte do tempo. Se a empresa usasse os seus próprios recursos para fazer as simulações, o processo teria-se arrastado semanas ou meses, em vez das oito horas que demorou na Amazon.
A Genentech beneficiou do elevado número de núcleos pelo facto de os seus cálculos serem de natureza “embaraçosamente paralela”, sem comunicação entre os nós, pelo que os resultados “esclaram lineramente com o número de núcleos”, refere Corn.
O cluster usou uma ligação Gigabit Ethernet, porque o fluxo de trabalho não requeria uma interligação mais rápida.
A Cycle Computing usou o seu próprio software CycleCloud, o sistema de enumeração de processos Condor e o Chef, um ambiente de gestão de configurações em código aberto.
A Cycle também usou algum do seu software para detectar erros e re-iniciar nós quando necessário, um sistema partilhado de ficheiros e alguns nós extra por cima dos 10 mil para gerir algum do processsamento. A segurança do sistema foi obtida com HTTP seguros e cifra Advanced Encryption Standard de 128 e 256 bits, segundo a Cycle.
No Top 500
Segundo esta empresa, o cluster é equivalente so aupercomputador que ocupa a 114ª posição entre os 500 computadores mais rápidos do mundo, que conseguiu cerca de 66 teraflops. Apesar de não terem feito qualquer “benchmark” para avaliar a velocidade do cluster e o submeter à lista Top 500, quase todas as máquinas abaixo dquela posição têm menos de dez mil núcleos.
A Genentech aguarda para ver se as simulações vão ter algum valor no mundo real, mas Corn adianta que os dados “parecem fantásticos”. Ele considera que a Genentech é uma empresa “bastante aberta” à ideia de montar mais clusters na Amazon e a Cycle Computing também gosta da proposta.
“Já estamos a trabalhar para algo ainda maior”, diz Stowe. Tudo o que a Cycle Computing necessita é de um cliente com “um caso de uso que possa tirar partido” deste tipo de soluções.
 


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O mercado dos browsers está ao rubro. A Google com o seu Chrome mantêm o seu ritmo frenético de desenvolvimento e todas as semanas existem novas versões para testes. A Microsoft, depois de lançado o IE9 não parou de trabalhar no seu browser e apresentou esta semana a primeira preview do que será o IE10. Como não podia deixar de ser, a Mozilla resolveu continuar o seu trabalho e tem já disponível a primeira versão do que vai ser o Firefox 5.
Esta nova versão, que ainda está nos primeiros passos de apresentação, saiu agora na versão Aurora e é a base de trabalho para os engenheiros da Mozilla e é a versão de testes para todos os que a quiserem experimentar.

 

A disponibilização desta nova versão vem marcar uma alteração profunda nos ciclos de desenvolvimento que o Firefox vai ter. Passa a existir esta versão, que se coloca entre as NightlyBuilds e as versões Beta.
Numa analogia directa com um dos concorrentes directos, e que pratica uma política similar, o Firefox passa a ter disponíveis as versões Aurora, Beta e Final, que correspondem às versões Dev, Beta e Stable do Chrome. Na mesma medida, as versões Nightly correspondem às versões do Chromium.
Esta mudança vai permitir que sejam disponibilizadas versões muito mais cruas e com propensão para erros e problemas, mas os utilizadores aos escolhe-las sabem que estão sujeitos a essas situações. Outro facto que esta versão Aurora permite é o acesso mais simples dos muitos utilizadores e assim os testes são mais abertos ao público e os resultados dos mesmos são em maior número. Ficam versões testadas com um maior número de utilizadores e com maior exaustão.
Do que se pode avaliar desta versão, as alterações, a existirem são mínimas e imperceptíveis. Nota-se sim a alteração do logótipo para o novo, da versão Aurora. Na verdade, o mais provável é que esta seja apenas uma versão 4, mas com correcções mínimas. Segundo informação da Mozilla, esta versão apenas tem como novidade o aumento da performance, segurança e estabilidade.
 
Outro ponto forte que a Mozilla tem nestas novas versões é a simplicidade com que podemos alternar entre as versões. Basta acedermos ao About do Firefox e aí podemos alternar entre as versões disponíveis.
Esta mudança de linha e ciclos de desenvolvimento por parte da Mozilla segue o que está já a ser feito pela concorrência. Esperem por isso por novas versões com uma grande frequência.

 

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